A MÚSICA “ILHA FLUTUANTE” DE GILMAR PEREIRA SANTOS- NO 24º FESTIVAL DE MÚSICA DE PINHEIRO

05/10/2013 11:02


O FESMAP de Pinheiro – um dos mais tradicionais festivais de música popular maranhense –   divulgou a relação das 23 músicas selecionadas (entre as mais de 60 concorrentes)  para serem apresentadas na 24ª edição do festival, que ainda não tem data definida para acontecer. O festival deste ano homenageia o cantador Coxinho.

Dentre as  selecionadas, consta a música intitulada de “ Ilha Flutuante”, de Gilmar Pereira Santos.

Gilmar,  que é advogado, também  é autor de livros, explorando, prioritariamente, a temática infantil, e já possui cinco obras publicadas. Esta é a segunda vez que o escritor/advogado  envereda na área musical como compositor. A primeira vez aconteceu em 2012, quando a sua música “A Bela Amparo” foi uma das selecionadas para fazer parte do CD comemorativo pelos 80 anos da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão. A música foi interpretada pelo também advogado Antonio Geraldo Brasil de Oliveira Marques Pimentel.

A música “Ilha Flutuante”, que será interpretada pelo consagrado músico Zé Lopes,  teve como  inspiração uma ilha  que se move no Lago Formoso, no município de Penalva, a qual, inclusive, já foi tema de reportagem do Programa Fantástico da TV Globo na década de 90. A mesma ilha já havia sido homenageada  por Gilmar, por ocasião do livro intitulado “Mistérios e Encantos da Fantástica Ilha Flutuante”. A música retrata o imaginário dos nativos do lugar no que refere às lendas e ao  mistério que  envolve o fenômeno de locomoção da ilha que flutua no lago Formoso.  Confira a letra  completa:

 

ILHA FLUTUANTE

Ilha encantada, tesouro da baixada

De imensos aterrados, dádiva de Deus

Aninga, algodão bravo, canarana e o jamaris

As flores roxas e lilás dos mururus

A aguapé e o junco, dão o tom de sua beleza

Magia  e encanto da natureza

Ilha que flutua no Lago Formoso

É um mistério que assombra o mundo

Beleza rara brasileira

Que se transforma em navio

Nas noites de lua cheia

Tambores rufam sem parar

Para afastar os maus espíritos

E amedrontar os demônios do lugar

Tritões com suas lanças afiadas

Vão te proteger, hão de te guardar

Croacangas, almas penadas

E noturnas ninfeias deslumbrantes,

Vestidas de prata rendilhada

Do teu interior são viajantes

Ilha Encantada

De densos capinzais

Que engolem boiadas que não voltam mais

Peões e cavaleiros que não voltam mais

 

 

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